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Passo a passo completo para projetos de Social Media


Nesse texto vamos falar sobre por que tantos projetos de social media começam bem e depois travam. E descubra como evitar isso com um passo a passo para um processo claro e encantador. :)


Já viu essa história?


O projeto começou com tudo. Prometendo milhões.

O cliente estava empolgado. Você também.

Na primeira call, rolaram mil ideias. Um planejamento incrível, cheio de potencial.


Mas, no dia a dia… Os retornos começaram a atrasar.

O cliente sumiu quando você pediu aquele vídeo.

Você ficou sobrecarregado, teve que improvisar pauta porque nada veio do briefing.

A verdadeira tiração de leite de pedra.


O conteúdo foi saindo no automático e aquele tesão do início virou uma rotina muito chata.

Ficou difícil até de sair da cama.


Começaram a solicitar coisas que estavam fora do escopo inicial. E quando menos percebeu, você tava entregando tudo na força do ódio.

E no fim, aquela empolgação virou frustração.




Isso acontece com mais frequência do que deveria. E não tem nada a ver com sua criatividade, seu talento ou seu comprometimento. Isso acontece porque o processo já começou no lugar errado.


O cliente só se compromete de verdade quando sente que está em boas mãos. E essa sensação não vem só de uma boa apresentação, ela vem de cada detalhe bem pensado, de cada etapa bem conduzida. Confiança se constrói com processo. Encantamento também. ✨


E o encantamento é o cuidado em cada detalhe.


Muitos profissionais começam o trabalho direto no planejamento ou no diagnóstico. Mas o projeto começa antes disso. Beeeem antes.



Fase de Conexão

Essa etapa tende a ser negligenciada. E é aqui que o babado desanda. Projeto que começa desalinhado já começou errado.


  • Captação  não é sobre quantidade de leads, mas sobre atrair quem tem real potencial de virar projeto.

    Posicione-se com clareza. Mostre que você resolve problemas, que tem um posicionamento bem definido. Um bom portfólio, conteúdo criado com intenção. Comunique seus processos e especialidades.

  • Qualificação Antes de mais nada, você precisa saber se você e o lead dão match.

    - Match de perfil e necessidade: O lead tem um problema que você sabe resolver ou está esperando algo que não está no seu escopo?

    - Match de momento: O lead tem maturidade digital para aplicar o que você entrega? Ele sabe o que precisa ou parece que está “só olhando”? Cliente que não sabe por que seu trabalho é importante é uma bandeira vermelha gigante! 🚩

    - Match de verba: Ele tem orçamento compatível com a sua entrega?

    - Match de processos: É alguém que parece disposto a colaborar, responder, confiar? - Match de valores: Está minimamente alinhado com o que você acredita e valoriza? Por favor, não aceite trabalhos que não estão alinhados com as suas escolhas. Sua saúde mental agradece. E o bolso também.

  • Proposta Mais do que preço, é onde você apresenta seu método e educa o cliente sobre como será trabalhar com você. Demonstre expertise, explique etapas, entregas, prazos, responsabilidades. Use uma linguagem acessível, mas firme. Mostre valor antes de mostrar valor financeiro.

  • Negociação Aqui não é sobre ceder, é sobre alinhar.

    Defina seu mínimo viável, tenha pacotes prontos, políticas de desconto, e saiba argumentar. Negociar com segurança mostra profissionalismo e já estabelece respeito desde o início.


Desenvolvimento do Projeto


  • Contrato evita ruído, protege ambos os lados e profissionaliza a relação. Quantas histórias você já ouviu de gente que se deu muito mal porque não assinou contrato? Cliente sumiu sem pagar, solicitou coisas fora do escopo, não respeitou prazos, atrasou pagamentos? Socorro! O básico que não pode faltar no seu contrato:

    - Descrição detalhada dos serviços

    - Prazos e cronograma

    - Valor e forma de pagamento

    - Direitos autorais e uso de imagem

    - Obrigações do contratante

    - Política de reajuste, pausa ou cancelamento

    - Cláusula de confidencialidade

    - Cláusula de revisão de escopo



  • Onboarding é uma reunião e é um material. É nele que você vai centralizar todas as informações importantes para a integração do seu trabalho (ou do seu time) com o do seu cliente.

    Documentos, pastas, logins, times, contatos, dias de reuniões, horários de atendimento. E vai apresentar tudo em uma reunião para garantir o alinhamento e integração entre vocês.


  • Pesquisas contextuais Não tem como criar conteúdo de valor se você não conhece o mercado, a concorrência e as tendências. Também é muito importante fazer um bom birefing com o cliente para entender exatamente quais são suas fraquezas e oportunidades.

  • Diagnóstico é o momento de analisar a comunicação atual da marca.


    Você vai observar tom de voz, estética, consistência, formatos, e principalmente: se a comunicação atual está conectada com os objetivos da marca. Conteúdos que funcionam e que não funcionam. Se estão de acordo com o mercado e as tendências.

    E já aproveita para sugerir primeiras ideias de conteúdo. Não como planejamento final, mas como direção inicial. Isso ajuda a alinhar expectativas e evitar refação mais pra frente.


  • Pesquisa com a audiência: Uma etapa que muitos pulam, mas que transforma completamente o resultado do conteúdo: entender muuuuito bem o público-alvo.


    - Quais são as principais dúvidas, dores e desejos do público?

    - Como ele enxerga a marca hoje?

    - O que ele gostaria de ver mais (ou menos) nas redes?

    - Quais formatos prefere consumir?

    - Que tipo de linguagem se conecta mais com ele?

    - Como é a sua rotina? Eu gosto de (e ensino a) fazer uma pesquisa aplicada. Criar questionário, aplicar, decupar. Isso aqui é uma cerejinha no bolo. Muita gente não faz. Muitos clientes não vão querer pagar e vão pedir para pular. E tudo bem!

    Mas uma coisa eu garanto: Os projetos em que essa etapa é aplicada são, sem dúvida, os mais encantadores e os mais duradouros. É o cliente que com certeza vai indicar seu trabalho para outros bons clientes.

    Mas e se o cliente não quiser?

    Tudo bem. Nem todo projeto vai ter verba ou maturidade pra aplicar uma pesquisa completa. Mas ainda assim, você pode coletar percepções com alternativas mais simples:

    - Caixinhas de pergunta

    - Análise de comentários e DMs

    - Conversas com vendedores ou equipe de atendimento

    - Pesquisa com a base de e-mails

    - Pesquisas de comportamento sobre o nicho O que importa é ouvir o público de algum jeito. Mesmo que seja algo leve e pontual, isso já muda completamente a qualidade do conteúdo.


Bom... O conteúdo já ficou muito longo até aqui, né? 😅 Eu juro que tento ser mais rasa mas sim-ples-men-te não consigo.


Agora que já entendemos a base, vou fazer uma parte 2 para falar sobre como transformar tudo isso em planejamento estratégico, execução com consistência e análise de resultados.



Quer aprender o processo completo, no detalhe, com método, ferramentas, visão estratégica e mentalidade analítica? A Formação Social Media Thinking foi criada pra isso.


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É pra quem quer conduzir projetos com segurança, profissionalismo e autoridade no digital.





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Nos vemos na Parte 2 =)

Comentários


ANA CARVALHO RP

 

Relações-públicas especialista em social media orientada a dados.

Estudo, planejo, executo. Depois avalio, aprendo e compartilho.

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O Social Media Thinking é a síntese de tudo o que venho aprendendo nesses anos atuando e ensinando.

Minha última assinatura na carteira foi como RP no iFood. Lá, ajudei a estruturar o portal de notícias e a transformar o CEO da época, no CEO mais seguido do Linked In.   Antes disso, atuei em agências com grandes marcas como Ambev e McDonald’s. No universo do entretenimento, tive a alegria de conquistar  o Prêmio Multishow de Grupo do Ano para o Atitude 67, além de liderar a estratégia de mídia e conteúdo da música mais tocada de 2019 no Spotify e na Deezer.  Como creator, trabalhei com marcas como Adobe, Insider, Burguer King e Hotmart.

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Hoje, além de professora, atuo como freelancer e mentora em projetos de social media - principalmente nas áreas de planejamento, pesquisa, BI e gestão de projetos. Não consigo (nem quero) me afastar do mercado. Acredito que a vivência prática é essencial para criar conteúdos que realmente impactam e fazem sentido pra quem está na linha de frente.

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Sou da turma que AMA estudar - meio nerd mesmo. Dou aula desde 2016 e já estive em todos os estados do Brasil levando conteúdo, escuta e boas conversas. Sempre arranjo um tempo pra compartilhar o que aprendo.

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O Social Media Thinking nasceu desse cruzamento entre sala de aula e prática de mercado. No campo, validei fluxos e soluções que não estão nos livros. Em sala, compreendi as dores reais de quem vive de conteúdo.

​​

De 2019 pra cá, já são mais de 5.000 alunos, meus queridos #THINKERS. <3

 

Feliz demais que você chegou até aqui.

Espero que encontre valor no que compartilho.

ANA CARVALHO RP

FORMAÇÃO

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